ABDICidades inteligentes

role para explorar

A cidade inteligente oferece qualidade de vida a seus cidadãos de forma eficiente, tecnologicamente avançada, sustentável e socialmente inclusiva.

Participação e colaboração dos diversos atores (governo, empresas, instituições de ensino e pesquisa e sociedade) são fundamentais para tornar uma cidade de fato inteligente.

Um dos grandes desafios para as cidades é integrar soluções de diferentes áreas para avançar nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS propostos pela Agenda 2030 da ONU e pela New Urban Agenda - NUA, adotada na Conferência Habitat III. Os ODS têm bastante relação temas relacionados à urbanização, como mobilidade, gestão de resíduos e saneamento; importância do planejamento e resiliência dos assentamentos humanos, questões climáticas ligadas ao aquecimento global e poluição do ar, água e solo, pobreza, entre tantos outros.

Estas questões são tratadas no conceito da cidade inteligente em diversas áreas, como mobilidade, saúde e segurança, meio ambiente, energia, gestão da água e resíduos, construções inteligentes e sistemas de prevenção e gestão de desastres, empregos e crescimento econômico, educação de qualidade e cultura, incluindo a própria governança da cidade. Além disso, inovação e infraestrutura são inerentes à ideia geral da cidade inteligente como aquela que se utiliza da tecnologia no desenvolvimento de soluções inovadores e sustentáveis que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos. As cidades têm papel fundamental para que se alcancem os objetivos das agendas globais para o desenvolvimento sustentável e, nesse sentido, o conceito e as soluções das cidades inteligentes mostram seu potencial de contribuição.

Experiências locais bem sucedidas podem ser compartilhadas, ganhar escala e gerar ganhos globais. Esse compartilhamento pode sugerir a implementação de ações, fornecer ideias e modelos de uso de tecnologia inovadores para os desafios urbano.


Conheça mais sobre a Agenda 2030, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a agenda 2030 nos links e veja os desafios e papel das cidades nesse contexto

Agenda 2030 e Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU

Nova Agenda Urbana

01. Cidade inteligente

Aquela que oferece qualidade de vida a seus cidadãos e se apresenta como cidade eficiente, tecnologicamente avançada, sustentável e socialmente inclusiva, por meio da participação e colaboração de seus diversos atores: governo, empresas, instituições de ensino e pesquisa e sociedade.

Âmbitos

A cidade inteligente encontra oportunidades e soluções inovadoras para os desafios urbanos, buscando sinergia entre diversas áreas, definidas conceitualmente como os âmbitos da Smart City (termo original, em inglês)

Smart Mobility

Smart Mobility

Transporte sustentável e infraestruturas inovadoras que reduzem congestionamento, favorecem a fluidez do trânsito e oferecem transportes integrados ou alternativos à população, reduzindo impacto ambiental.

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Smart Economy

Smart Economy

Refere-se à economia na cidade inteligente, que propicia a abertura de novas oportunidades econômicas no território de uma cidade por meio de tecnologia da informação.

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Smart Government

Smart Government

Informação e tecnologias inovadoras na esfera pública para melhores serviços à população e aumento da eficácia do governo por meio de estratégias abertas e colaborativas.

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Smart People

Smart People

Tecnologia digital para facilitar e promover a educação e inclusão digital e participação da população na cidade.

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Smart Living

Smart Living

Tecnologia como habilitadora de um estilo de vida saudável e seguro.

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Smart Environment

Smart Environment

Soluções de tecnologia para promover a sustentabilidade ambiental, eficiência energética nas cidades e controlar emergências ambientais.

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02. Mapeamento de Soluções Urbanas

A matriz a seguir reúne exemplos de soluções apoiadas nos princípios da cidade inteligente, no Brasil e no exterior.

Clique em qualquer ponto no painel para descobrir mais e explore os filtros para visualizar as informações dentro da matriz.

Prontidão para cidade inteligente
O eixo vertical mostra a disponibilidade de infraestrutura e recursos tecnológicos da cidade. Quanto mais pronta a cidade em termos de infraestrutura tecnológica, mais alta é a posição da solução na matriz.
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Menor grau de prontidão Maior grau de prontidão
Menor grau de inovação
Nível da Tecnologia empregada
O eixo horizontal mostra o nível de inovação da tecnologia empregada na solução. Quanto mais inovadora a tecnologia adotada, mais à direita da matriz está localizada a solução.
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Maior grau de inovação
O levantamento de informações sobre as soluções avaliadas, bem como sua análise e identificação na matriz, foram realizados em Junho de 2017. Considerando a dinamicidade deste tema, é possível que cidades e soluções tenham avançado em um ou mais quesitos avaliados.

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Sobre a matriz

A avalição e monitoramento de uma cidade inteligente deve considerar: indicadores sociais, como os de saúde, educação, moradia, saneamento; a atividade econômica; a participação política, impressa nas formas de governança da cidade e envolvimento do cidadão e dos demais atores sociais. Também são importantes os indicadores de tecnologia, os de uso de meios digitais pelos cidadãos ou o quanto os âmbitos urbanos incorporam tecnologia na oferta de serviços.

A adoção de soluções tecnológicas para os desafios urbanos – entendida como meio, e não como fim – é um importante aliado para as cidades inteligentes. Para tanto, cidades devem estar preparadas para aproveitar as vantagens de soluções disponíveis, enquanto o mercado deve buscar ofertar soluções inovadores e eficazes para as cidades.

Diante dessa complexidade, faz-se importante esclarecer que a classificação realizada nesta matriz não se propõe a oferecer um ranking de cidades inteligentes. Seu foco está em analisar de que forma a cidade reúne as condições tecnológicas para adotar soluções inovadoras e, dessa forma, ampliar suas possibilidades no caminho de se tornar uma cidade inteligente. Em outras palavras: a matriz aponta o quão pronta está a cidade onde a solução foi implantada em termos da disponibilidade de recursos tecnológicos.

Para isso, foram considerados como indicadores: os serviços e plataforma de TI da prefeitura e como se utiliza de nuvem; a infraestrutura de conectividade em banda larga do território; a extensão das iniciativas inteligentes anteriormente implementadas na cidade. Com base nesses indicadores, as cidades foram posicionadas nos seguintes estágios de prontidão tecnológica:


Aspirante (1º nível)
Esta cidade possui baixa conectividade em banda larga e a prefeitura tem oferta limitada de serviços e plataforma de tecnologia da informação.

Iniciante (2º nível)
A cidade precisa ampliar a conectividade em banda larga oferecida aos cidadãos e/ou a infraestrutura de TI da prefeitura.

Conectada (3º nível)
Cidade que possui alguma experiência com a implantação de soluções inteligentes e pode avançar em banda larga e disponibilidade de infraestrutura e serviços de TI na prefeitura.

Pronta (4º nível)
A cidade possui os recursos de conectividade em banda larga para negócios e cidadão na média brasileira e experiência em implantação de soluções inteligentes. Possui um plano amplo e integrado de Cidade Inteligente e conta com uma adequada plataforma de TI.


Governos em todo o mundo se utilizam de tecnologia da informação e comunicação no ciclo das políticas públicas, nos seus processos de gestão internos, na melhoria em disponibilidade de informação, na oferta de serviços públicos e urbanos ao cidadão e na prática democrática. Buscou-se representar, no eixo horizontal, o quanto as soluções identificadas se utilizam de tecnologias mais recentes e inovadoras, com alto potencial de transformação da vida nas cidades. Neste eixo, são considerados como indicadores: a forma como a solução se apropria de IoT (Internet das Coisas) e oferece serviços de valor agregado para além do uso de sensores; a mobilidade, com participação ativa de informações do usuário; o uso de outras tecnologias mais recentes – big data, blockchain, etc. Os estágios de complexidade das soluções tecnológicas foram definidos como:


Tradicional (1º nível)
Emprego de tecnologias tradicionais ou com baixa oferta de serviços inteligentes.

Emergente (2º nível)
Utiliza-se de tecnologias emergentes, mas com baixa oferta de serviços associados ao emprego destas tecnologias. Pouca quantidade de cidadãos atendidos.

Inovadora (3º nível)
Emprego de tecnologias emergentes, serviços de informação associados ao emprego de tecnologia inovadora.


A matriz mostra que, para avançarmos no sentido de facilitar a transformação das cidades em inteligentes, é importante que as políticas e investimentos no setor caminhem tanto no sentido de ampliar a prontidão tecnológica das cidades, quanto no sentido de estimular e facilitar o mercado na oferta de soluções cada vez inovadoras para atender as necessidades das cidades.

Prontidão tecnológica para a adoção de soluções inovadoras é um fator muito importante para que a cidade possa aproveitar todas as possibilidades oferecidas pelo avanço da tecnologia. Contudo, um projeto consistente de cidade inteligente deve considerar outros aspectos fundamentais importantes e estar voltado para a soluções das principais demandas da cidade e dos cidadãos no intuito de garantir melhor qualidade de vida e um ambiente sustentável e resiliente. Para tanto, a interação entre os diversos atores da sociedade mostra-se como uma das chaves para o sucesso da cidade inteligente.